Juliana Goulart

Competir significa entrar em concorrência com os outros, rivalizar-se. Já cooperar significa atuar em conjunto com outras pessoas buscando um mesmo fim, contribuir e colaborar.

No livro o “Palhaço e o Psicanalista: como escutar os outros pode transformar vidas”, o psicanalista Chistian Dunker e o palhaço Cláudio Thebas afirmam que fomos naturalmente educados para competir “por cada palmo de chão, por cada instante de fala, por mais reconhecimento, por tudo”.

A teoria dos jogos pode nos ajudar a explicar tal comportamento. Ela mostra que, ao competirmos, operamos com uma lógica de escassez, em que os recursos são poucos e limitados, razão pela qual investimos em táticas que levam ao ganha-perde. Por esse motivo, na competição o papel do outro é de concorrente, inimigo.

Por outro lado, na cooperação operamos com uma lógica de abundância, no sentido de que há espaço e lugar para todos, razão pela qual investimos em táticas que levam ao ganha-ganha. Na cooperação o papel do outro é de colaborador, de aliado.

Mas como mudar essa lógica e sermos mais cooperativos? Quais recursos podemos destacar para efetivar uma mudança? Se cooperarmos, teremos menos conflitos?

Para os autores Dunker e Thebas, transitar do modo competição para o modo cooperação, passando de oponente a componente é tarefa da escuta. Mas isso não significa que precisamos criar uma disciplina para ensinar a escutar, porque ela é uma ética que precisa ser praticada.

Na opinião dos autores, ao incentivarmos a cultura da cooperação – que tem como percurso a escuta, não teremos menos conflitos. Contudo, algo acontece de diferente: o ambiente cooperativo permite que os conflitos venham à tona sem que ocorra um confronto entre os envolvidos. Ao escutar, não necessariamente as pessoas vão concordar, mas podem encontrar abrigo, empatia. No ambiente da cooperação é possível até mesmo polemizar e tensionar posições, mas não com o objetivo de aniquilar o outro, mas sim de instigá-lo e, quem sabe, despertá-lo para algo novo.

Portanto, sintonizemos o canal da cooperação, da escuta. Sejamos abrigo. Despertemo-nos!

Referências

DUNKER, Christian; THEBAS, Cláudio. O palhaço e o psicanalista: como escutar os outros pode transformar vidas. São Paulo: Planeta do Brasil, 2019.

Fiquem agora com o texto da minha aluna Julia Rodrigues Zaccarão, acadêmica de Direito da Unisociesc Continente, criadora do IG do instagram mapas_mentais_direito, que assim como a nossa colunista Viviane Amorim, mostra que a cooperação pode nos ajudar a criar táticas em que todos ganhem.

A importância dos mapas mentais na educação jurídica

Muitas pessoas me perguntam o porquê de eu fazer mapas mentais para os meus estudos se eles demoram mais tempo de execução do que um resumo linear. A resposta é simples: os mapas mentais são de grande auxílio na hora de revisão, contando com um processo de estudo dinâmico e interessante, que facilita a recapitulação do conteúdo de forma prática e ágil. É ótimo para estudantes que contam com um tempo curto para os estudos.

Quando iniciei a faculdade de Direito, já tinha claro a minha meta de passar em um concurso público. Assim, sabia que todo o material que eu utilizasse durante o curso seria de grande proveito no futuro. Pensando nessa ideia, iniciei pesquisas para tornarem os mapas mentais mais eficientes e organizados, começando logo sua produção para utilizá-los nas provas da faculdade.

Notei que meus colegas se interessaram pelo meu material, realizando grupos de estudo e utilizando os meus mapas mentais como base para o aprendizado. Logo, percebi que eu conseguiria contribuir para o estudo de não só meus amigos da faculdade, como de outras pessoas, e então surgiu a ideia da página no Instagram para a divulgação do meu trabalho.

O material da conta @mapas_mentais_direito foca no que é cobrado em provas de concurso, utilizando técnicas de memorização e organização, de maneira que prenda a concentração e foco do estudante durante o processo, visando, principalmente, a contribuição dos estudos com um material melhor e de fácil acesso aos estudantes. Siga clicando aqui


Texto publicado em EMais Editora.