Quando pensamos sobre o trabalho e como será o futuro há algumas imagens clássicas relacionadas à da transformação digital. Algumas pessoas mantiveram a imagem do “exterminador do futuro” em suas mentes ao pensarem sobre IA (Inteligência Artificial). Logo se imaginam sendo substituídas por máquinas incríveis que pensam e agem como nós, tomam decisões e fazem pareceres rapidamente. Embora a ficção científica tenha suscitado um debate interessante, elas não condizem totalmente com a nossa realidade — ainda. 

Os maiores impactos na sociedade serão percebidos a médio e longo prazo, lidamos com muitas especulações ainda. Ao mesmo tempo em que não se pode afirmar que os robôs tomarão o lugar de advogados num futuro não tão distante, também não se pode negar a influência e o quanto toda essa tecnologia avançada já impacta em diversos setores e no nosso próprio dia a dia.

Exemplos atuais na nossa vida:

Gostamos das playlists exclusivas do Spotfy? Gostamos das indicações de filmes da Netflix? Ou de ter motoristas de Uber sempre à disposição?

A questão é pensar o risco de  demissões em massa (o que já é grave por si só), ponto em que nos afeta e em toda sociedade. Até que ponto estas questões são passíveis de regulamentação e também tentarmos nos situar em relação ao que vem?  É possível tentar unir o útil ao agradável, ou seja, encontrar formas de otimizar o que você já faz a partir da perspectiva da robótica e utilizar estes conhecimentos para o nosso benefício.

Robôs ainda não são capazes de desenvolver habilidades inerentes ao ser humano, tal como a criatividade, o bom senso, a intuição e o julgamento (no caso de advogados). Mas isto está bem perto com as redes neurais e machine learning. Um dias desses dois robôs do Facebook começaram a falar sozinhos entre eles. Eles podem, sim, desempenhar com muito mais rapidez e técnica algumas tarefas chatas e repetitivas, mas provavelmente não serão assim tão sagazes e sensíveis. Será? O filme Her mostra como isso pode acontecer.

Vale também pensar em como nós podemos coexistir em prol de um futuro melhor, cada um desempenhando aquilo que sabe fazer. Um bom exemplo disso nos é oferecido no livro “Jornadas de Ruptura”. Em um dos capítulos mais impactantes, Tenny Pinheiro conta a história verídica da mãe que estava testando uma espécie de “babá robô” que monitorava os batimentos cardíacos de seu bebê. Enquanto a mãe dormia, o bebê teve dificuldade de respirar, e as alterações de seu pequeno corpo foram percebidas pela babá robô, que rapidamente acionou a emergência, acordando a mãe, que em poucos minutos recebia batidas na porta, assustada.

É um caso extremo, mas o que se pode pensar desse episódio é que a mãe não teria percebido que seu bebê estava com dificuldades na respiração, e mesmo se tivesse, provavelmente lhe faltaria tal agilidade: até detectar algo errado, até ligar para a emergência perderia-se um tempo precioso. Assim como a babá robô não teria acalmado a criança em seu colo depois do ocorrido e nem tê-la feito se sentir confortável. Resultado? As duas, mãe e babá robô, coexistiram em harmonia, naquilo que sabem fazer melhor. 

Especificamente na área jurídica no Brasil “já é possível que o juiz se preocupe apenas em concordar ou não com as conclusões do programa. Ele sempre vai ser necessário, porque processos tratam de problemas reais com implicações concretas, então precisa dizer se aquelas situações apontadas pelo sistema se aplicam ao caso ou não, ou se o pedido em questão é o mesmo sobre o qual se firmou determinada jurisprudência”,  Alexandre Golin (analista de negócios da Softplan).

Na Doutorize seguimos este caminho. Criamos uma ferramenta de apoio aos estudos que te faz ser melhor. A opção da finalidade do conhecimento é sua.  Na área jurídica nossa opção foi a de usar machine learning para nos levar além do lugar que chegaríamos estudando sozinhos.

A ideia é que se possa unir, que se possa tirar proveito, que se otimize o tempo para que você possa focar no que é realmente importante. Vai acontecer. Já está acontecendo. Mas apavorar diante de um novo cenário não é o caminho. Comece a pensar como você pode fazer para que essa parceria seja a mais favorável possível. 

Afinal, há coisas que os robôs ainda (!) não podem — e talvez nunca venham poder — fazer por você.