Você provavelmente já entrou em algum site e recebeu uma saudação amistosa no canto direito da tela, não é verdade? E ficou na dúvida se respondia ou não, afinal, a chamada prometia solucionar suas dúvidas, esclarecer informações, demonstrava alguma empatia e solicitude e ainda te cumprimentava amigavelmente.

Como é possível?

Embora não seja uma ideia completamente nova – dado que os primeiros conceitos envolvendo chatbot, bem como sua criação, ocorreram entre 1950 e 1964 – é fato que ela ainda surpreende.

Os chatbots tiveram um verdadeiro “boom” em 2016, quando a tecnologia avançou nos quesitos para reconhecimento da interface do usuário e diversos testes de bots começaram a ser feitos, especialmente em aplicativos para melhor uso do Facebook e do WhatsApp.

Mas afinal, o que é um bot ou um chatbot e quais suas principais funções?

Resumidamente, um chatbot nada mais é do que um programa de computador apto a conversar com o usuário de forma clara e não tão mecanizada. Sim, trata-se de um robô. Mas um robô que consegue dialogar naturalmente com um ser humano do outro lado da tela, graças à IA (Inteligência Artificial). Se você não viu em ação, dê uma olhada nesse da Warren, é muito bem feita a lógica deles.

Alguns bots têm sua ação mais direcionada para o atendimento ao cliente, resolução de dúvidas e demais questionamentos, como o caso da Warren. Mas eles também podem atuar como assistentes pessoais, expandindo suas capacidades, como é o caso da Siri, da Apple, e da Cortana, da Microsoft.   

Basicamente, um chatbot permite que as pessoas interajam com sistemas de informação. E isso, de modo geral, pode trazer um enorme ganho de tempo, além da garantia de feedback.

No caso dos advogados, já tivemos um bom exemplo da atuação de um chatbot: um empreendedor britânico, Joshua Browder, criou em 2015 o famoso DoNotPay, que classificou como o primeiro “advogado robô” do mundo. Apesar do título pertencer ao ROSS, desenvolvido nos Estados Unidos, o DoNotPay conquistou o público por sua agilidade.

Basicamente, o DNP auxiliava motoristas a não pagar multas de trânsito, recorrendo da penalidade por meio de uma série de perguntas sobre a placa, o local onde o carro fora estacionado, o excesso da velocidade, etc.

A partir das respostas, o DNP gerava um formulário para ser preenchido pelo usuário, impresso, assinado e enviado ao órgão responsável para análise, poupando tempo e estresse.

No Brasil, o primeiro robô advogado foi lançado ano passado pela empresa Tikal Tech. De nome ELI (Enhanced Legal Intelligence), o robô colabora na resolução de casos e processos, coletando dados, organizando documentos, efetuando cálculos, formatando petições, acompanhando a carteira de clientes e interpretando decisões judiciais. Nas palavras dos criadores, o ELI resolve “problemas dos mais simples aos mais complexos”.

Claro que, para realizar todas essas ações, ele necessita ser ensinado pelo profissional de Direito sobre o que fazer, de que forma fazer e quando fazer.

No entanto, não deixa de ser uma opção interessante, principalmente para casos mais técnicos, repetitivos e administrativos, permitindo ao advogado focar no que é realmente importante: as relações interpessoais e o contato humanizado.